A história de Marcelle Oliveira, uma diarista de 34 anos, viralizou nas redes sociais na última quinta-feira (02), após ela ser impedida de esquentar sua comida durante uma faxina na casa de um cliente em Ipanema, na Zona Sul do Rio. A mulher desabafou sobre a situação e afirmou que decidiu ir embora antes de terminar a faxina por causa da falta de respeito que recebeu.
Segundo Marcelle, na hora do almoço ela perguntou ao cliente se poderia esquentar sua comida, mas a resposta que recebeu foi negativa. O homem teria dito que os aparelhos domésticos não poderiam ser usados por prestadores de serviços, apenas pelos moradores da casa. Indignada com a situação, a diarista decidiu ir embora e deixou a faxina pela metade, sem receber nenhum pagamento pelo serviço que já havia prestado.
“Estou indo pra minha casa, larguei a faxina pra lá. Não poder esquentar meu almoço? Que isso! Gente, diarista ou faxineira é ser humano igual a vocês. Não adianta ser doutor e não ter educação e respeito pelos outros”, relatou.
Nas redes sociais, Marcelle desabafou sobre o ocorrido e afirmou que diaristas e faxineiras são seres humanos como qualquer outra pessoa, merecendo respeito e consideração. Ela também afirmou que o trabalho doméstico é essencial e que os profissionais que o realizam merecem reconhecimento.
“Nós que fazemos trabalho doméstico não somos menos gente do que você quem tem diploma. Todos os profissionais sejam em qual área que for merecem reconhecimento e respeito. Se vocês precisam do nosso trabalho é sinal de que nosso serviço é essencial”, afirmou.
A publicação de Marcelle nas redes sociais rapidamente ganhou repercussão, com mais de um milhão de visualizações até a manhã de quinta-feira (02). Muitas pessoas se solidarizaram com a diarista e ofereceram ajuda financeira, mas ela rejeitou as ofertas. Nos comentários, internautas demonstraram indignação com a atitude do cliente e afirmaram que o tratamento dado a Marcelle é um reflexo do preconceito e da discriminação que ainda existem na sociedade.