Após o trágico ataque à creche em Blumenau, o Ministério da Educação (MEC) está preparando uma política nacional de combate à violência nas unidades de ensino em todo o país. Para isso, está reunindo especialistas e agentes de forças de segurança para desenvolver um plano unificado que possa mapear, evitar e reagir a casos de violência em escolas.
Nos próximos dias, será publicado um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a criação de um grupo interministerial de trabalho, que será responsável por traçar protocolos de segurança nas escolas. A ideia é estabelecer procedimentos unificados para coibir a violência nas escolas.
O MEC tem sido cobrado a desenvolver um plano para a prevenção da violência nas escolas, e, por isso, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo, foi escalada para liderar o assunto.
O professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara, concedeu uma entrevista à CNN sobre o ataque ocorrido na creche em Blumenau (SC) e a violência nas escolas brasileiras em geral. Ele afirmou que o Brasil não possui protocolos para responder a episódios de violência e que é necessário o envolvimento das forças de segurança no monitoramento de grupos online onde os autores dos crimes combinam e se vangloriam dos ataques.
O pesquisador também lembrou que dois episódios trágicos estão perto de completar aniversário, o massacre de Columbine, nos EUA, e a chacina do colégio Tasso da Silveira em Realengo, no Rio de Janeiro, que completa 12 anos nesta semana. Esses aniversários são celebrados em comunidades online, o que pode influenciar indivíduos que planejam ataques.
A escolha da arma e das vítimas, bebês e crianças ainda mais indefesas, mostram que há um ponto de contato entre os casos.