A Prefeitura do Rio de Janeiro oficializou a demissão da professora Monique Medeiros, que atuava na rede municipal de ensino. A medida foi assinada pelo prefeito Eduardo Cavaliere e publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (25), com efeito imediato.
Monique é ré no processo que apura a morte do menino Henry Borel, ocorrida em 2021. Mesmo após o caso, ela permanecia vinculada à Secretaria Municipal de Educação e seguia recebendo remuneração. Em fevereiro deste ano, o salário bruto registrado foi de R$ 5.036,74. Por estar presa à época, houve descontos, resultando em valor líquido de R$ 2.887,73.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a decisão levou em consideração o impacto do caso na comunidade escolar. O secretário Renan Ferreirinha afirmou que, após uma primeira soltura, a servidora já havia sido afastada das funções, e que a demissão definitiva foi adotada diante das circunstâncias e das preocupações manifestadas no ambiente educacional.
A defesa de Monique informou que ainda não teve acesso ao conteúdo completo do ato administrativo que determinou a exoneração. Os advogados afirmaram que pretendem analisar o documento e avaliar a possibilidade de apresentar recurso.
Monique Medeiros deixou a prisão na última segunda-feira, após decisão da juíza Elizabeth Louro, que determinou a soltura após a suspensão do julgamento. O processo envolve também o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, igualmente réu no caso.
O júri popular, que havia sido interrompido, tem previsão de retomada para o dia 25 de maio.