Uma grave confusão envolvendo uma professora, um aluno do 1º ano e familiares da criança terminou em caso de polícia no Colégio São Vicente de Paulo, em Icaraí, Niterói. O episódio ocorreu na segunda-feira (31) e provocou a presença da Polícia Militar na instituição por dois dias consecutivos.
Segundo relatos de responsáveis por outros estudantes, a professora teria ameaçado “bater a cabeça da criança na parede” durante um desentendimento dentro da escola. A informação provocou revolta entre os familiares do aluno e desencadeou uma reação que agravou ainda mais a situação.
De acordo com os relatos reunidos pela reportagem, após tomar conhecimento da suposta ameaça contra a criança, um dos responsáveis entrou no colégio e também teria ameaçado agredir a professora. Testemunhas precisaram intervir e conter o familiar.
A Polícia Militar foi acionada, embora não tenha sido informado quem solicitou a presença dos agentes. Militares do 12º BPM atuaram no local por meio do programa Patrulha Escolar e permaneceram nas proximidades da unidade também no dia seguinte.
O caso provocou forte repercussão entre pais e responsáveis, principalmente pela gravidade da acusação envolvendo uma profissional responsável por crianças pequenas. Até a publicação da reportagem, o colégio não havia informado se a professora foi afastada preventivamente nem se havia instaurado procedimento interno para apurar a denúncia.
Além da ocorrência policial, a direção da escola decidiu alterar as regras de entrada e saída da instituição. Antes do episódio, responsáveis tinham acesso ao interior do colégio para levar e buscar os alunos diretamente nas salas de aula. Após a confusão, a entrada passou a ser restrita, impedindo que pais e familiares ultrapassem a porta principal.
A decisão desagradou parte das famílias, que passaram a questionar não apenas as novas regras, mas também a forma como a instituição estaria conduzindo o episódio. A mudança acabou ampliando a repercussão de um caso que inicialmente envolvia apenas a professora, a criança e seus responsáveis.
A direção do Colégio São Vicente de Paulo foi procurada pela imprensa para esclarecer as circunstâncias do ocorrido, inclusive sobre eventual afastamento da profissional e abertura de investigação interna, mas não se manifestou diretamente. Posteriormente, a instituição publicou nas redes sociais uma nota de repúdio relacionada à matéria divulgada.
O episódio reúne duas acusações graves que ainda precisam ser esclarecidas: de um lado, a denúncia de que uma educadora teria ameaçado fisicamente uma criança dentro do ambiente escolar; de outro, a acusação de que um responsável teria respondido à situação também com ameaça de violência.