Uma menina de 6 anos morreu na quinta-feira (8), após passar oito dias internada em decorrência de queimaduras sofridas durante um incêndio em uma residência no bairro Guaxindiba, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A irmã dela, de 2 anos, continua internada em estado gravíssimo no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê.
O incêndio aconteceu na madrugada de 30 de setembro. As duas crianças estavam dentro do imóvel quando as chamas começaram. Segundo informações divulgadas pela imprensa, as meninas sofreram queimaduras em aproximadamente 90% do corpo e foram socorridas por vizinhos, que as retiraram da casa e providenciaram atendimento médico
Vizinhos socorreram as crianças
Após o resgate, as irmãs foram encaminhadas inicialmente para uma unidade de pronto atendimento e, devido à gravidade dos ferimentos, transferidas para o Hospital Estadual Alberto Torres, referência no atendimento a pacientes vítimas de queimaduras na região.
Um irmão das meninas, de 4 anos, também estava no imóvel, mas não sofreu ferimentos, conforme relatos publicados sobre o caso.
Mãe foi presa e liberada após audiência de custódia
A mãe das crianças foi presa em flagrante, inicialmente suspeita de abandono de incapaz. Entretanto, ela foi liberada após passar por audiência de custódia, quando a Justiça avaliou as circunstâncias apresentadas no processo e decidiu que não havia motivos suficientes para manter a prisão preventiva.
Em depoimento à polícia, a mulher afirmou que havia saído de casa por alguns minutos e deixado as filhas dormindo. Ela relatou que, ao retornar, encontrou a residência em chamas.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a investigação também apura as condições da instalação elétrica do imóvel, apontada como uma possível causa do incêndio. A origem do fogo, contudo, depende da apuração oficial.
Investigação continua
O caso está sob responsabilidade da 74ª Delegacia de Polícia (Alcântara). Com a morte da menina de 6 anos, a situação jurídica da mãe passa a incluir a apuração de abandono de incapaz com resultado morte, conforme informações publicadas pelo jornal O Dia.
A irmã mais nova permanece sob cuidados médicos intensivos. Até a divulgação das informações consultadas, não havia confirmação sobre a data e o local do sepultamento da criança que morreu.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias em que as crianças ficaram na residência, a sequência dos acontecimentos e as causas do incêndio.