O laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará descartou a ocorrência de violência sexual contra Helena Almeida, bebê de 10 meses que morreu após ser levada a um hospital particular de Fortaleza. Os exames concluíram que a criança morreu por asfixia.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, o exame sexológico não identificou sinais de abuso. Também não foram encontrados sêmen nem material genético dos dois homens envolvidos na ocorrência no corpo da criança. Análises laboratoriais não detectaram álcool ou drogas no sangue da bebê.
A suspeita de estupro surgiu após médicos do hospital onde Helena foi atendida relatarem lesões consideradas compatíveis com violência sexual. O documento médico, assinado por seis profissionais, levou a Polícia Civil a autuar inicialmente dois homens pelo crime de estupro de vulnerável.
Com a conclusão dos exames oficiais e o avanço das diligências, a investigação foi reclassificada. A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente passou a apurar o caso como homicídio culposo, quando não existe intenção de matar. A hipótese de abuso sexual foi afastada até o momento.
Helena morreu na segunda-feira, 13 de julho, depois de passar mal durante uma confraternização em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. A mãe relatou inicialmente que acreditava que a filha estivesse engasgada e procurou atendimento médico, mas a criança não resistiu.
Dois homens haviam sido presos no dia da morte da bebê, e as prisões em flagrante foram posteriormente convertidas em preventivas. A Polícia Civil informou que as medidas iniciais foram fundamentadas no relatório apresentado pela equipe médica, antes da conclusão dos laudos da perícia oficial.
As autoridades continuam realizando diligências para esclarecer as circunstâncias da asfixia e determinar eventuais responsabilidades pela morte da criança.