O presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Guilherme Delaroli (PL), afirmou que pretende implementar, o mais rápido possível, a CPI do Feminicídio na Casa.
A comissão foi proposta pela deputada Renata Souza (PSOL) e o requerimento já recebeu apoio de parlamentares durante a sessão plenária desta terça-feira (3).
Delaroli assinou o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito e garantiu que, assim que o número mínimo de assinaturas for alcançado, a CPI será publicada no Diário Oficial do Poder Legislativo, permitindo o início dos trabalhos investigativos.
“Assumo o compromisso de, o quanto antes, publicar a criação dessa importante CPI para que possamos salvar a vida de várias mulheres”, afirmou o presidente em exercício.
Objetivo da comissão
A proposta tem como foco investigar o aumento dos casos de feminicídio e avaliar a eficácia das políticas públicas de prevenção e proteção às mulheres no estado do Rio de Janeiro.
Autora do requerimento, Renata Souza destacou que o problema ultrapassa os limites estaduais e se tornou uma questão nacional.
“Se todos os deputados e deputadas puderem colaborar com suas assinaturas, esta Casa poderá atuar na garantia de políticas públicas para preservar, acolher e cuidar de todas as nossas mulheres”, declarou a parlamentar.
Ações durante o Mês da Mulher
A criação da CPI integra um conjunto de iniciativas promovidas pela Alerj ao longo do Mês da Mulher. Durante o período, a Assembleia pretende intensificar debates e votações de propostas voltadas à proteção e valorização feminina.
Além disso, as sessões plenárias serão presididas em sistema de rodízio entre as deputadas da Casa, como forma de destacar e fortalecer a participação feminina no Legislativo estadual.