Um relatório da Polícia Federal aponta que uma empresa aberta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) movimentou R$ 5,1 milhões em um período de 12 meses, entre julho de 2020 e julho de 2021, apesar de ter permanecido por mais de dez anos sem funcionários registrados.
Segundo a investigação, há suspeita de que a conta bancária da empresa pudesse estar sendo utilizada para movimentar recursos relacionados a outras atividades empresariais. A Polícia Federal cita a possibilidade de utilização da estrutura para ocultação de valores, burla ou eventual sonegação fiscal, hipóteses que ainda estão sob apuração.
Outro ponto levantado pelos investigadores é que, no endereço informado como sede da empresa no Piauí, funcionaria uma concessionária de veículos sem relação declarada com Ciro Nogueira. O dado também passou a integrar a análise realizada pela PF.
Os documentos fazem parte de uma investigação mais ampla envolvendo o senador no contexto das apurações relacionadas ao Banco Master. Relatórios da Polícia Federal analisam movimentações financeiras e a atuação política atribuída a Ciro no Congresso Nacional.
A PF também investiga se decisões e articulações políticas teriam beneficiado interesses particulares ligados ao banco. Entre os pontos citados está uma proposta relacionada ao aumento da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). As conclusões fazem parte da linha investigativa e ainda dependem do avanço das apurações.
O que diz Ciro Nogueira
Ciro Nogueira contestou as suspeitas e afirmou que acusações precisam ser comprovadas. O senador declarou estar com a “consciência tranquila” e disse acreditar que as suspeitas levantadas contra ele não serão confirmadas.