A morte de Maria Eduarda, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, trouxe à tona um histórico de riscos, invasões e acidentes na estrutura, que está desativada há cerca de 30 anos.
A jovem morreu após ser arremessada sem corda durante a atividade. Segundo o proprietário de uma fazenda cortada pela ponte, invasões ao local para a prática de esportes radicais ocorrem desde pelo menos 2020. Ele relata que frequentadores costumam quebrar cercas, deixar lixo, fazer barulho e circular por áreas privadas da propriedade.
De acordo com o fazendeiro, a ponte nunca chegou a ser utilizada por causa de problemas estruturais identificados ainda na década de 1990. A construção tem cerca de 40 metros de altura e 350 metros de comprimento.
No dia da tragédia, o morador contou que não viu o momento da queda, mas ouviu gritos diferentes do habitual. Ao descer para verificar o que havia acontecido, encontrou a jovem caída no chão. Ele abriu o acesso da propriedade para permitir a entrada das equipes de resgate.

Após a repercussão do caso, autoridades de Limeira e Cordeirópolis iniciaram o bloqueio dos acessos à ponte nesta quarta-feira (17). As medidas incluem abertura e manutenção de valas nas cabeceiras da estrutura, em atendimento a pedido do governo federal.
Apesar do bloqueio, o proprietário da fazenda teme que as ações não sejam suficientes para impedir novas invasões. Ele também demonstrou preocupação com uma eventual demolição da ponte e com o risco de resíduos de concreto serem abandonados dentro da propriedade.
A Ponte do Esqueleto é conhecida por atrair praticantes de esportes de aventura, mas já registrava histórico de acidentes. Com a morte de Maria Eduarda, o local volta a levantar questionamentos sobre fiscalização, segurança e responsabilidade na prática de atividades radicais em áreas abandonadas